A resposta de ontem Em que ilha os leitores situam a casa da avó de Filipe? Paquetá. O romance de 1844 fala só numa ilha da baía, mas a tradição carioca fixou a festa de Sant'Ana em Paquetá, e a ilha guarda até hoje a Praia da Moreninha e a Pedra da Moreninha, batizadas em homenagem a Carolina, a heroína de Joaquim Manuel de Macedo. |
Patrick Rothfuss nasceu em 1973, em Madison, no Wisconsin, e começou a escrever a saga de Kvothe ainda na faculdade, nos anos 1990. O manuscrito cresceu durante anos, foi cortado em partes e só virou livro quando a DAW Books, editora americana de fantasia, comprou o projeto.
The Name of the Wind chegou às lojas em março de 2007. No mesmo ano, levou o Quill Award, prêmio literário americano votado por leitores, na categoria de ficção científica e fantasia.
O romance abre com uma imagem que os fãs sabem decorada. Em tradução livre, a primeira linha do original diz: “Era noite outra vez. A estalagem Waystone jazia em silêncio, e era um silêncio em três partes.” (Patrick Rothfuss, The Name of the Wind, 2007).
A moldura dos três dias
O livro alterna duas vozes. Na estalagem, um narrador em terceira pessoa mostra Kote, o Cronista e Bast, aprendiz misterioso do estalajadeiro. No resto, Kvothe fala em primeira pessoa e conta a própria infância.
Essa moldura faz o leitor saber desde a página um que o herói sobreviveu e terminou escondido. A tensão sai do caminho: o que deu errado entre o menino brilhante e o homem que lava canecas.
O que o primeiro dia conta
Kvothe cresce entre os Edema Ruh, trupe de artistas itinerantes que roda o reino em carroças. Um velho viajante, Abenthy, ensina ao menino a simpatia (a magia do livro, que liga dois objetos para transferir força ou calor de um ao outro).
A infância acaba numa noite de acampamento. O Chandrian, grupo de sete figuras que as lendas tratam como conto de criança, chacina a trupe inteira, pais incluídos. Kvothe escapa porque estava longe do fogo, brincando na mata.
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A saga conta a lenda pela boca de quem sabe onde ela mente.
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Ele passa os anos seguintes como menino de rua na cidade portuária de Tarbean. Aos quinze anos, entra na Universidade, a escola de magia do livro, e ganha um rival nobre, Ambrose, uma amiga que vive nos túneis, Auri, e uma paixão que nunca para no lugar, Denna.
Rothfuss escreve essa parte devagar, com páginas inteiras sobre taxas de matrícula, dívidas com agiotas e aulas de química. Quem procura batalha a cada capítulo estranha; quem gosta de ver um personagem se virar com pouco dinheiro encontra ali o melhor do livro.
O volume termina com Kvothe ainda adolescente, longe de vingar a família. O motivo do disfarce de Kote fica de fora: o texto sugere uma guerra que ele provocou e uma magia perdida, mas nem o primeiro nem o segundo volume dizem o que aconteceu. A resposta, se vier, mora no livro que ainda não saiu.
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