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O Guia do Mochileiro das Galáxias nasceu como programa de rádio. A BBC levou ao ar a primeira temporada em março de 1978, com episódios de meia hora sobre um inglês comum, Arthur Dent, arrancado da Terra minutos antes de o planeta ser demolido para dar lugar a uma via expressa hiperespacial.
O roteirista inglês Douglas Adams transformou os roteiros em romance no ano seguinte. O livro de 1979 cobre mais ou menos a primeira metade da temporada de rádio e virou sucesso de venda no Reino Unido logo no lançamento.
O sucesso no papel puxou o resto: uma série de televisão da BBC em 1981, um jogo de computador em 1984 e um filme de Hollywood em 2005. Em cada formato a história mudou um pouco, e o próprio autor reescrevia cenas de uma versão para a outra.
O guia do título é um livro dentro do livro: uma enciclopédia eletrônica de bolso para viajantes, com conselhos práticos, verbetes atravessados de ironia e duas palavras impressas em letras grandes e amigáveis na capa.
“Não entre em pânico.” A frase aparece na capa do guia fictício em O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, 1979, e ainda hoje estampa camiseta, caneca e marcador de página de fã.
Os cinco romances
O primeiro, O Guia do Mochileiro das Galáxias (1979), tira Arthur da Terra na companhia de Ford Prefect, pesquisador do próprio guia, e termina com o número 42 como resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais.
O segundo, O Restaurante no Fim do Universo (1980), leva o grupo a um restaurante construído no último instante do tempo, onde o jantar inclui assistir ao fim de tudo pela janela.
O terceiro, A Vida, o Universo e Tudo Mais (1982), põe Arthur no meio de uma guerra contra os robôs de um planeta isolado, decidido a apagar o resto do cosmos.
O quarto, Até Mais, e Obrigado pelos Peixes! (1984), devolve o personagem a uma Terra reaparecida sem explicação e é o mais romântico da série.
O quinto, Praticamente Inofensiva (1992), saiu oito anos depois do quarto e tem o tom mais sombrio dos cinco.
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São cinco romances curtos, escritos ao longo de treze anos, e o humor do primeiro sustenta a leitura até o último.
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A trilogia de cinco partes
A edição reunida em inglês ganhou o apelido de trilogia em cinco partes, piada que acompanha a série desde a capa. A brincadeira com a contagem combina com o livro e confunde quem procura a coleção completa no balcão do sebo.
Um sexto romance, escrito por outro autor em 2009 com aval da família, também existe. Ele fica fora do volume único dos cinco e fora da conta desta edição.
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