|
O Alquimista, de Paulo Coelho, acompanha Santiago, um jovem pastor da Andaluzia, no sul da Espanha. Ele dorme numa igreja abandonada, à sombra de um sicômoro (árvore da família das figueiras), e sonha duas vezes com um tesouro escondido perto das pirâmides.
Uma cigana interpreta o sonho e cobra uma parte do achado. Logo depois, um velho que se apresenta como rei de Salém fala a Santiago da Lenda Pessoal (no livro, a missão que cada pessoa nasce para cumprir) e o convence a vender as ovelhas.
A travessia
Em Tânger, no norte da África, Santiago perde o dinheiro para um golpista no primeiro dia. Para recomeçar, aceita trabalho numa loja de cristais no alto de uma ladeira, onde junta economias e muda a vitrine para atrair fregueses.
Com o dinheiro refeito, entra numa caravana que cruza o Saara. No grupo viaja um inglês que estuda alquimia (a arte antiga de tentar transformar metal comum em ouro) e carrega livros pesados atrás do mestre que procura.
A caravana para num oásis durante uma guerra entre tribos. Ali Santiago conhece Fátima, a moça por quem se apaixona, e encontra o alquimista do título, um homem que vive no oásis e decide guiá-lo pelo resto do caminho.
O desfecho
Perto das pirâmides, Santiago cava e não acha nada. Ladrões o surram, e o chefe do bando conta, rindo, um sonho que teve: um tesouro enterrado sob um sicômoro, numa igreja abandonada da Espanha.
|
O tesouro esperava no lugar da partida, e só a viagem inteira ensinou Santiago a procurá-lo ali.
|
Santiago volta à igreja onde dormia com as ovelhas, cava ao pé da árvore e encontra um baú de moedas e joias. O romance termina com ele pronto para voltar ao oásis, onde Fátima o espera.
A moral fica explícita nas últimas páginas: o caminho mudou quem procurava, e o baú só fez sentido depois dele. Muitos leitores guardam o livro por essa ideia, mais que pelo enredo.
Como o livro chegou longe
A primeira edição saiu pela pequena Editora Eco, no Rio de Janeiro, e vendeu pouco. Em 1990, a Rocco relançou o título, e o romance começou a subir nas listas brasileiras de mais vendidos.
A tradução inglesa da HarperCollins, em 1993, levou a história aos leitores de língua inglesa. Em 2009, o Guinness World Records registrou O Alquimista como o livro mais traduzido de um autor vivo.
A escrita ajuda a entender o alcance. As frases são curtas, os capítulos fluem sem divisão rígida e o vocabulário é simples, o que facilita a tradução e a leitura em qualquer idade.
|