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O SciELO Livros entrou no ar em 2012 como braço do SciELO, sigla em inglês para Scientific Electronic Library Online (portal científico eletrônico em linha). O SciELO original reúne revistas científicas em acesso aberto desde o fim dos anos 1990, com apoio da Fapesp, a fundação de amparo à pesquisa do estado de São Paulo.
Três editoras fundaram a coleção de livros: a Editora Unesp, a Editora Fiocruz e a Edufba, a editora da Universidade Federal da Bahia. Outras casas universitárias do Brasil e de países vizinhos entraram nos anos seguintes, cada uma com o próprio catálogo.
A lógica herdou o modelo das revistas. Um artigo científico passa por avaliação de pares (a leitura crítica feita por outros pesquisadores antes da publicação), e o livro só entra na plataforma depois de aprovado pelo conselho editorial da casa que o publicou.
Como a coleção se organiza
Cada livro tem uma página própria. Nela aparecem a capa, a sinopse, o nome dos autores, o ano, o ISBN e os botões de download em PDF e em ePub (o formato de livro digital que ajusta o texto ao tamanho da tela).
A busca funciona por título, autor, assunto e editora. Muitos títulos também liberam capítulos avulsos, o que ajuda quem precisa de um único texto da bibliografia, e não do volume inteiro.
Os livros se dividem em dois grupos. Os de acesso aberto baixam de graça e por inteiro. Os de acesso comercial aparecem com a mesma ficha, mas o botão leva a uma loja parceira, com preço de livro digital.
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No SciELO Livros, o selo de acesso aberto vale para a obra inteira: o PDF baixa completo, sem amostra de capítulo.
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Por que a gratuidade faz parte do plano
Uma editora de universidade pública trabalha, em boa parte, com pesquisa paga por dinheiro público: salário de professor, bolsa de pós-graduação, verba de agência de fomento. Abrir o texto devolve o resultado a quem financiou a pesquisa.
O acesso aberto também serve ao autor. Um livro que qualquer pessoa baixa em segundos circula entre estudantes de outros estados e de outros países, e cada leitura pode virar citação em trabalho alheio, a moeda da carreira acadêmica.
A licença deixa as regras escritas. A maior parte dos títulos abertos usa uma licença Creative Commons (um contrato padronizado que diz o que o leitor pode fazer com a obra), que em geral permite ler, baixar e compartilhar com crédito ao autor e veta a revenda.
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